http://www.neirr.org/bof.htm
Tradução:
Emerson de Oliveira
Estes são só os fatos, como podem ser claramente
achado em qualquer site SUD sobre o Livro de Abraão. Todas as
citações e estatísticas são de FARMS, FAIR, BOAP, BYU.org SHIELDS,
ou outros sites SUD relacionados a esses sites. (EWF)
Julho de 1835:
o sr. Michael Chandler, um vendedor ambulante e proprietário de uma
exibição, chega em Kirtland com as quatro múmias e alguns papiros
egípcios. É-lhe dito que Joseph Smith é apto a traduzir
hieroglíficos egípcios, que ainda eram uma habilidade relativamente
desconhecida à maioria dos lingüistas. Depois de olhar os papiros,
Smith aparentemente disse que eles eram o “Livro de Abraão, escrito
por sua própria mão”. Smith confirma que ele pode traduzir o egípcio
e uma associação de indivíduos concordam em comprar os papiros por
$2,400 em nome da igreja.
Smith começa a trabalhar em um “Alfabeto e Gramática
egípcio”, baseado em seu trabalho de tradução no papiro. W.W. Phelps,
Oliver Cowdery, e depois Warren Parrish foram os escribas em sua
obra de tradução. Por 1837, os documentos egípcios de Kirtland (de
agora em diante DEK) estavam completos. O Livro de Abraão
aparentemente não foi traduzido e lançado até 1842. Incluído na
tradução, estavam desenhos e fac-símiles dos símbolos achados no
papiro. O mais conhecido destes é o “fac-símile nº1”, que pode ser
descrito em parte como um homem deitado em um “leito” e outro
indivíduo em cima dele. Smith disse que este era Abraão deitado em
um altar, com um sumo sacerdote egípcio em pé perto dele com uma
faca. (veja abaixo)

Fac-símile nº 1: Isto foi incluído na publicação
original de Smith
1844:
Joseph Smith é morto em Carthage. A coleção de papiros aparentemente
está em posse de sua família.
1871:
Supõe-se que os papiros originais são destruídos no incêndio de
Chicago. Na realidade, eles estavam na posse de Abel Combs, que os
tinha comprado de Emma Smith Bidamon. A localização real dos papiros
é um mistério aos SUD até 1966, quando eles serão redescobertos no
Museu Metropolitano de Arte na Cidade de Nova Iorque.
Durante o ínterim deste século, egiptologistas na
Europa e América começaram a dar atenção aos fac-símiles do Livro de
Abraão. Declarou-se que até mesmo uma avaliação superficial
confirmou que os desenhos de Smith eram do Livro dos Mortos egípcio.
A tradução de Smith é chamada de “impostura desajeitada”. Os SUD,
que no fim do séc. XVIII declararam o livro SUD (Pérola de Grande
Valor) que continha o texto como “escritura”, negaram veementemente
esta alegação como um ataque por forças anti-mórmons. A essência da
resposta mórmon para os críticos é que os papiros originais não mais
existiam. Em 1913 o escritor mórmon John Henry Evans escreveu em um
artigo da Improvement Era que menos de um sétimo do Livro de
Abraão estava representado pela parte do fac-símile, e até mesmo só
como um acompanhamento para o texto. Evans afirmou que para dar um
teste justo da verdadeira habilidade de Joseph para traduzir o
egípcio, e antes que os estudiosos pudessem acusar que o Livro de
Abraão era uma falsa tradução,
“eles teriam que examinar o papiro original, ou uma
cópia disto do qual o Livro de Abraão foi traduzido”.
Como os originais com os que Smith estava trabalhando
pensava-se estarem destruídos, a organização SUD nem poderia provar,
nem ser desaprovada em suas afirmações sobre a tradução de Smith.
1966:
Os fragmentos são redescobertos no Museu Metropolitano de Arte na
Cidade de Nova Iorque pelo estudioso Aziz Atiya. No próximo ano o
museu os entrega ao Presidente Eldon Tanner, que os aceita em nome
da igreja.
Finalmente, os SUD podem ser defendidos em sua
questão sobre a habilidade de Joseph Smith como um tradutor.
Poderiam? A Igreja mórmon, para sua própria frustração, publicou as
notícias em 1968 que os papiros de Joseph Smith Papyri (PJS) na
verdade eram parte do Livro dos Mortos egípcio (mais
especificamente, o Livro das Respirações). Os críticos que
acusaram que os fac-símiles do Livro de Abraão foram tomados de
textos funerários que falaram de Osíris, Hor, e outros deuses e
deusas egípcios estavam corretos o tempo todo.
Isso é o que todo estudioso mórmon livremente admite
agora. Apologistas mórmons como Kerry Shirts, que talvez oferecem a
defesa mais detalhada do Livro de Abraão na web, declaram o dilema
em três pontos básicos em “Pai Abraão dos Fiéis, ou Osíris, deus
egípcio pagão?” Eles são:
1. Nem os papiros Sem-Sen, nem o Livro das
Respirações, nem o Livro dos Mortos na coleção de papiros de
Joseph Smith mencionam Abraão ou tem qualquer coisa a ver com ele.
2. O leito em forma de leão no fac-símile nº 1
(aquele em que Smith desenhou) não é Abraão mas o deus pagão Osíris,
o deus MORTO sendo embalsamado (ênfase de Kerry Shirts)
3. Os papiros de Joseph Smith datam de uma época
muito posterior à Abraão, por volta de 50 a.C. a 50 d.C..

O papiro real (JS1) por trás do fac-símile nº 1: a
tentativa de restauração de Josesph Smith é claramente visível
Imagem da seção que foi “traduzida” (JSXI). Na
realidade, isto é o “papiro Sem-Sem” das orações a Osíris
Kerry Shirts não refuta nenhuma destas acusações. Não
há nenhuma explicação “oficial” aos membros pelas Autoridades
Gerais. Porém, os apologistas mórmons têm trabalhado duro para
oferecer várias possibilidades para fazer esta situação mais
digerível àqueles que acreditam em Joseph Smith como um profeta e
restaurador da Igreja Apostólica de Cristo. Como os papiros de JS
são só ritos pagãos fúnebres sem nenhuma menção de Abraão ou
qualquer dos outros elementos da alegada tradução, os SUD ficam com
poucas possibilidades. A primeira listada, é a acusação de
anti-mórmons feitas contra a igreja SUD.
Possibilidade nº 1.
Joseph Smith fraudulentamente inventou toda a “tradução”.
Este é anátema aos SUD, porque impugna o caráter do Profeta. Além
disso, se o Livro de Abraão, escritura considerada canônica pelos
SUD, fosse um fraude, então também não é difícil de considerar o
Livro de Mórmon como uma fraude semelhante. Ambos são textos
egípcios que Smith alegou ter traduzido. A única diferença é que nós
temos o texto do Livro de Abraão que provam que ele inventou toda a
fraude. Os mais honestos apologistas mórmons admitem que isto é a
“maior implicação”.
Possibilidade nº 2: Os papiros de JS não são os
fragmentos que Joseph Smith estava usando em sua tradução, mas são
fragmentos egípcios completamente sem ligação.
Isto seria conveniente se a pessoa quisesse se distanciar dos ritos
funerários pagãos, mas há muito ligando Smith aos fragmentos (veja a
citação de Jeff Lindsey na “Possibilidade 4”) Além da exatidão dos
diagramas que Smith publicou como fac-símiles que conectam sua
“tradução” ao Livro dos Mortos, na verdade alguns fragmentos têm a
própria letra de Smith neles, diagramando o templo em Nauvoo. Além
disso, os estudiosos mórmons agora identificaram todo o trajeto da
posse dos papiros desde que estavam com Joseph Smith até o Museu
Metropolitano de Arte. Smith possuiu estes papiros enquanto traduziu
o Livro de Abraão.
Possibilidade nº 3:
O papiro de JS é só uma pequena parte dos documentos originais, o
resto que sobrou dos originais. Esta é uma hipótese que é
oferecida pelos estudiosos mórmons Hugh Nimbley, Jeff Lindsey, como
também outros. Uma das principais evidências que são oferecidas são
as referências a um “papiro” ou manuscrito egípcio mais extenso que
foram vistos em Nauvoo na posse da mãe de Smith, Lucy Mack Smith. A
seguir vemos um texto oferecido pelo site Book of Abraham Project
(BOAP), sob o apêndice V. O ano do evento é 1843, e é registrado por
Charlotte Haven, uma não-mórmon que visitou Lucy Mack Smith. As
palavras em parênteses são do editor de BOAP, anotando os elementos
que apóiam a teoria dos “papiros perdidos”.
Então ela [a mãe de Smith] virou-se a uma mesa longa,
colocou seu castiçal nela, e abriu um longo rolo de manuscritos (sim
não era um documento moderno - eles não vêm em rolos longos! Além
disso, rolos de papiros antigos podem ser bem preservados e
“roláveis”) dizendo que eram “a escritura de Abraão e Isaac,
escritos em hebraico e sânscrito [sic]” e por vários minutos ela leu
dele como se fosse inglês. Parecia com muitas passagens do Velho
Testamento e poderia ter algo para sabermos - mas ela disse que leu
isto do princípio ao fim pela inspiração de seu filho Joseph, a quem
ela parecia ter confiança perfeita. Então da mesma maneira ela
interpretou os hieróglifos de outro rolo. Uma foi a Mãe Eva sendo
tentada pela serpente, sendo que estava apoiada em sua cauda que com
suas duas pernas formavam um tripé, e tinha sua cabeça na orelha de
Eva.
Os estudiosos do Livro de Abraão parecem tomar isto
como forte evidência de que havia outro rolo de papiro, e
considerando que até agora os fragmentos de Sen-Sen estavam
supostamente montados em vidro, eu posso entender seu interesse
neste relato incomum. No entanto, há algumas coisas que me confundem
nesta história. Em primeiro lugar, não há nenhuma menção da
“escritura de Isaac” em qualquer do comentário de Joseph Smith sobre
o assunto. Lucy Mack Smith parece ser particular a algo sobre que
nem sequer o profeta sabia. Além disso, Lucy Mack Smith disse que
estavam em “hebraico e sânscrito” que, além do fato de que os
manuscritos que Smith tinha estavam em egípcio, também parece
contradizer a próxima frase que diz que ela estava lendo
hieróglifos. Talvez a coisa mais fascinante sobre isto é a maneira
casual e aparentemente fácil que Lucy Mack Smith tem em pegar estes
rolos e os ler como se ela sempre tivesse conhecido essas
linguagens. Já que Cowdery, Phelps, e Parrish trabalharam anos com
Joseph Smith para produzir os pequenos cinco capítulos do Livro de
Abraão, de alguma maneira Lucy Mack Smith traduz estas escritas
antigas bem espontaneamente! Baseado em todas estas inconsistências,
estou surpreso que os estudiosos de mórmons não o reconhecem pelo
que é: uma tentativa completamente absurda de Lucy Mack Smith alegar
ter as mesmas habilidades de revelação e tradução que seu filho
alegou ter. Sua absurda “demonstração” da leitura destes antigos
idiomas lança dúvidas se na verdade ela tinha à mão qualquer rolo de
papiro, outra coisa que alguém traduziu para semelhante pretensão.
Para finalizarmos, também devemos notar que a questão
não é se houve ou não um rolo de papiro perdido. Os rolos de papiro
Sen-Sen são claramente, ao menos (comprovados pelos documentos de
Kirtland), uma grande parte do documento que foi a fonte para o
Livro de Abraão, e eles não têm absolutamente nada a ver com o
Abraão bíblico.
Possibilidade nº 4:
O Livro de Abraão não é uma tradução, mas uma revelação: a
idéia de que Smith na verdade nunca “traduziu” qualquer coisa mas
recebeu o “Livro de Abraão” por revelação é outra alternativa ao
dilema SUD sobre assunto. Freqüentemente os mórmons alegam que os
papiros serviram somente como um catalisador para Smith receber a
revelação. Esta é uma resposta conveniente que tenta se esquivar da
falta de congruidade entre os papiros reais e o Livro de Abraão. A
questão então é: por que Smith gastou tanto tempo em produzir um
“Alfabeto e Gramática”? Por que o DEK mostram uma tentativa
sistemática de traduzir cada caractere do rolo de papiro Sen-Sen?
Por que Smith também assegurou que Merceeiro certificasse por
escrito que sua tradução inicial de alguns caracteres estavam
corretos com as opiniões dos estudiosos de sua época? A seguir vemos
a “certificação” que se pediu para assinar.
KIRTLAND, 6 de julho de 1835,
Para que se torne conhecido a todos os interessados,
sobre ao conhecimento do sr. Joseph Smith, Jr., em decifrar os
antigos hieróglifos egípcios em minha posse, que eu tenho, em muitas
cidades eminentes, mostrado aos homens mais instruídos; e, da
informação que eu pude aprender, ou me encontrar, descobri que o sr.
Joseph Smith, Jr., corresponde em tudo nos mínimos detalhes.
MICHAEL H. CHANDLER
Viajando com, e proprietário de múmias egípcias
Eu não tenho nenhuma dúvida que Michael Chandler,
para fazer uma venda de $2,400 (lembre-se que à época isto era uma
verdadeira fortuna), assinaria felizmente sobre qualquer coisa. Este
“certificado” também demonstra que Joseph Smith acreditava que sua
“tradução” era precisa em sentido literal, em vez de uma
“revelação”.
Smith estava sutilmente interessado em validar que
ele estava “traduzindo” o papiro. Seus próprios diários, como também
os de Parrish e Cowdery, confirmam que eles estavam trabalhando em
uma “tradução”. O próprio Joseph Smith, na História da Igreja,
Vol. 2, pág. 238, diz relativo a julho de 1835:
“No remanescente deste mês, eu estive continuamente
comprometido em traduzir um alfabeto do Livro de Abraão, organizando
uma gramática do idioma egípcio como praticou pelos antigos”.
Ele também registrou em seu próprio diário dele que
ele “...passou o dia traduzindo os registros egípcios” (Diário de
Joseph Smith, 19 de nov, 1835). Em 20 de novembro, ele “passou o
dia traduzindo, e fez rápido progresso...” (Ibid, Nov. 20, 1835). No
dia 24 ele diz “à tarde traduzimos alguns dos registros egípcios”. (Ibid,
24 de nov, 1835). havia pequena dúvida entre os SUDs, antes de 1966,
que Joseph Smith estava “traduzindo” no sentido literal do papiro.
William E. Berrett, em seu livro, A Igreja Restaurada, diz:
“...A maior realização [de Joseph Smith] foi o
desenvolvimento em Kirtland de uma gramática para a forma de escrita
hieroglífica egípcia. Isto foi usado por ele, como também por ajuda
divina, para traduzir antigos escritos do patriarca Abraão. A
Igreja Restaurada 1956 ed., pág. 133.
Não há dúvida de que Smith estava tentando ao menor
parecer que ele estava traduzindo. Parece quase impossível escapar
desta conclusão. Particularmente quando você tem todos os caracteres
do pequeno papiro de Sen-sen (JSXI) escrito consecutivamente com o
Livro de Abraão em colunas paralelas. O trabalho em inglês
indubitavelmente foi uma “tradução”. Os Documentos de Kirtland
estabelecem de uma vez por todas que os fragmentos que nós temos
hoje, conhecidos como o papiro de Joseph Smith, são os rolos de
papiro com os quais Smith estava trabalhando, e que ele estava
apresentando uma tradução. A seguir vemos o estudioso mórmon Jeff
Lindsey avaliar toda a situação. Isto pode ser encontrado em seu
site apologético no link "Questions about the Book of Abraham" e na
subseção "What about the Kirtland Papers?"
Algumas pessoas sentem que os documentos de Kirtland
“provam” que a tradução de Joseph foi uma fraude. Os Documentos
egípcios de Kirtland são um grupo de documentos escritos por Warren
Parrish, Oliver Cowdery, e William W. Phelps. Dois documentos no
conjunto têm a letra de Joseph neles (mas aqui não há nenhuma
tentativa de traduzir o egípcio ao inglês). Alguns dos documentos de
Kirtland contêm o texto do Livro de Abraão publicado com uma coluna
de caracteres egípcios do papiro Sen-Sen no lado esquerdo das
páginas. Os críticos dizem que estes documentos foram documentos de
trabalho para a tradução do Livro de Abraão, e que Joseph traduziu
errado (a suposição parece ser que estes documentos refletem o
trabalho de Joseph Smith, embora a maioria não fosse escrito por
ele, já que os homens que lhes escreveram serviram várias vezes como
escribas de Joseph). Se estes documentos fossem usados para fazer a
tradução, poderia ser interpretado como poderosa evidência a favor
dos críticos, pois os caracteres na margem vêm do Livro das
Respirações, não de algum outro rolo de papiro perdido, e a
“tradução” está obviamente incorreta
Lindsey oferece uma opinião sóbria e honesta do
assunto. Isto também vai de encontro com a “teoria do papiro
perdido”. Os caracteres do Livro das Respirações pagão se
alinham em colunas com o texto do Livro de Abraão, escrito na letra
dos escribas de Smith para o projeto, até mesmo com alguns com a
própria letra de Smith. Lindsey sugere que como o Alfabeto e
Gramática estão na letra de Phelps e Parrish, eram eles que estavam
trabalhando em uma tradução, enquanto Smith não. Ele falha em
explicar por que o próprio Smith alegou que ele estava “traduzindo”,
e as pessoas que eram aparentemente seus escribas, como baseado no
Alfabeto e Gramática, parecem ter pensado a mesma coisa.
Possibilidade nº 5:
Os fragmentos de Sen-Sen são o verdadeiro papiro por trás do
Livro de Abraão, e Osíris realmente é Abraão! Esta
possibilidade, enquanto pode parecer a mais repugnante aos SUD, é de
fato a última opção que os estudiosos mórmons têm. Incrivelmente,
este é o mais aceito pelos apologistas mórmons. A alegação é que no
mundo pagão egípcio, quando a pessoa morre, eles podem ser
identificados como Osíris, e podem ser corretamente representados no
“leito” que Smith descreveu. Esta não é uma escolha “ou-ou” com
Kerry Shirts e o BOAP; é um “tanto/como”. O rito funerário pagão
também é Abraão. Aqui estão as palavras de Kerry Shirts em “Pai
Abraão dos Fiéis, ou Osíris, deus egípcio pagão?” para uma
explicação mais completa:
O mais interessante para notarmos é que quando Joseph
Smith compara Abraão com Osíris, e associa Abraão com literatura
pagã, ele acerta em cheio! A literatura abrâamica é saturada de
antigas influências pagãs e depois cristãs, com pesados tons de
influências judaicas! Esta síntese foi discutida em um simpósio de
estudiosos reunidos em 1976 para estudar este tipo de fenômeno, com
ênfase especial no Testamento de Abraão, uma antiga obra que
exibe afinidades com influências gregas, iranianas, árabes, etíopes,
judaicas e cristãs, além de influências EGÍPCIAS e conceitos
filosóficos religiosos!
Creio que isto seria um pouco perturbador a qualquer
mórmon. Principalmente àqueles que sempre foram ensinados que foram
as influências pagãs (principalmente a filosofia helenística) que
corromperam o puro Evangelho e levaram a apostasia da Igreja
primitiva. Agora, está se pedindo para os SUD que abracem uma
síntese de influências egípcias pagãs como uma grande prova da
validade da habilidade de tradução de Joseph Smith. Shirts está
dizendo que o rolo de papiro Sen-sen é (em sua forma secreta) o
representante de Abraão.
Para perceberem como isto é realmente estranho, a
seguir daremos um trecho da tradução literal do rolo de papiro de
Sen-Sen, (JSXI) que é o assunto de muitos dos Documentos de
Kirkland. Disto, muito do Livro de Abraão foi supostamente
traduzido. Vejamos se podemos nos alinhar o texto do Livro de Abraão
em uma coluna paralela, como Smith parece ter podido fazer:
Osíris será transportado pelo Grande Lago de Khonsu -
e igualmente Osíris Hor, justificado, nascido em Tiquebite,
justificado - depois que seus braços foram colocados em seu coração
e a Respiração permitir (o qual [Isis] fez e tem escrito do lado de
dentro e de fora) foi envolto em linho real e colocado sob seu braço
esquerdo próximo ao coração; o resto das faixas da múmia deveria ser
envoltas em cima. O homem para quem este livro foi copiado vai
respirar para sempre assim como os deuses fazem
O resto do rolo de papiro está em farrapos, e contém
fragmentos de orações para as divindades egípcias. Deste texto,
Smith de alguma maneira derivou a história encontrada na Pérola
de Grande Preço sobre Abraão no Egito.
Para saber mais sobre a ligação de Abraão = Osíris
seria benéfico para qualquer um procurar no site da FARMS e no BOAP
para qualquer obra de John Gee em defender a conexão oculta egípcia
pagã. Gee ousadamente defende um achado de uma “cena de leito”
semelhante onde ele alega que o nome de Abraão é mencionado. Apesar
do nome que aparece no texto seja discutível, devemos dar a Gee o
benefício da dúvida, o apologista mórmon pode demonstrar que o nome
de Abraão é mencionado em encantamentos mágicos na literatura pagã.
Isto não ajuda diretamente o Livro de Abraão diretamente, mas
fortalece a ligação pagão-mórmon que os estudiosos de BOAP parecem
estar apoiando.
Concluo este estudo sem pontificar uma posição
decisiva. Não há nenhum apologista mórmon que eu li que conclui
positivamente que Smith fabricou o fiasco do “Livro de Abraão”, mas
eu não estou seguro de quantas opções permanecem. Há somente algumas
opções válidas e as “possibilidades” 2,3 e 4 facilmente descartadas.
Parece que as evidências que são reconhecidas por todos, inclusive
estudiosos SUD, deixaram uma avenida muito estreita. Ou devemos
aceitar que o mormonismo é conectado com o ocultismo pagão egípcio
ou examinar se Smith pode ter inventado todo o texto do “Livro de
Abraão”. Qual escolha é mais aceitável, cada um terá que decidir. (EWF)