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  Testemunho de Mike Norton (fundador do JosephLied.com) 

http://www.mormoninfo.org/
Tradução: Emerson de Oliveira

Eu nasci em junho 1968 em Greenville, Carolina do Sul, de Gayle e JoAnn Norton. Meu pai era tão mórmon quanto seus pais. Seus pais eram mórmons como foram seus pais antes deles e até onde eu sei, seus pais também o foram antes. Minha mãe foi convertida para a igreja SUD em 1954 quando estava com 22 anos.  

Nós éramos muito ativos na Igreja e eu tenho boas recordações das idas 3 vezes por semana nos anos 1970. Fomos para uma reunião sacramental no domingo pela manhã e na escola dominical pela tarde. A Primária era depois de escola todas as terças-feiras, uma atividade semanal de que eu sempre gostei. Uma de minhas mais belas recordações era quando criança eu ia com meu pai e alguns de meus irmãos para o supermercado bem cedo em uma manhã de segunda-feira nos anos 1970, no dia depois de uma Conferência Geral na qual alguns dos oradores tinha enfatizado a necessidade de uma provisão generosa de armazenamento de comida. Eu testemunhei meu pai comprar mais comida em uma só compra que minha mãe comprar em dois meses. Ele levou meus irmãos e eu para ajudá-lo a trazer os vários carrinhos de compra dos quais ele precisou para sua provisão de ano imediata. Não é preciso nem mencionar que o estoque em nossa despensa rivalizou com a de pequenas lojas de conveniência.  

Nunca houve um tempo quando minha família era até mesmo remotamente inativa em nossa freqüência da igreja. Eu era muito ativo e tive vários cargos na Igreja durante minha mocidade. Durante vários anos minha mãe serviu como Presidente da Sociedade do Socorro e meu pai tinha várias ocupações, além de liderança da igreja.   

Ser SUD significava que eu seria batizado tão logo eu fizesse 8 anos. A ala em moramos na época na Califórnia realizava todos os batismos no domingo e no primeiro domingo após meu 8º aniversário caiu em 4 de julho de 1976, o bicentenário da América. Lembro-me que estava bem frio. Meu pai continuou a me chamar de “menino bicentenário” desde aquele dia e ele me falou que todo o País estava comemorando meu batismo com fogos de artifício. Eu sabia que esta não era a verdadeira razão para a grande celebração daquele dia mas me fez sentir bem especial. Olhando para trás agora posso ver que participava de uma religião que desencorajava o intelectualismo e o livre-pensamento no mesmo dia em que o País estava celebrando a independência da tirania e repressão. Naquela idade, pouco eu sabia o quanto estava longe da verdadeira independência.  

Meus pais se divorciaram quando eu tinha 12 e eu tive uma breve experiência com inatividade e fumar cigarros quando eu tive 15 anos devido a uma pobre escolha de amigos. Nesta época eu estava morando com minha mãe no Colorado e um de meus irmãos mais velhos (de quem eu gostava muito) descobriu sobre meu hábito de fumar e inatividade na igreja e convenceu minha mãe a me deixar mudar para Utah para viver com ele enquanto ele estudava na Utah State University, de forma que ele poderia me colocar nos trilhos. Minha mãe estava espantada em pensar que seu precioso filho estava fumando cigarros e permitiu que meu irmão fizesse o máximo para me guiar fora daquele caminho errado que eu tomei. Eu me mudei para Utah com meu irmão e em 6 meses eu parei de fumar e comecei a freqüentar a igreja de novo. 

Pouco tempo depois, aos 17 anos, enquanto trabalhava em um restaurante de fast-food, eu conheci Shalise Salvesen, de 16 anos, a menina que um dia iria se tornar minha esposa e a mãe de meus filhos. Fiquei imediatamente apaixonado por Shalise e, meio brincando, lhe pedi em casamento com apenas algumas horas de nos conhecermos. Ela me disse “não” e me informou que seu namorado não aprovaria. Depois ela mudou de idéia e nos casamos no templo SUD de Logan em 16 de dezembro de 1989, só 6 semanas depois que eu fosse liberado para servir uma missão de tempo integral no sul da Califórnia.  

Minha decisão para servir em uma missão foi difícil pois eu estava completamente apaixonado por Shalise e fiquei convencido de que ela encontraria outro sujeito, ficaria apaixonada e teria um par de filhos quando voltasse de minha missão. Porém, depois de receber o que estava certo de ser uma poderosa confirmação espiritual de que eu deveria servir em uma missão, eu me recolhi meus documentos e parti para o Centro de Treinamento Missionário em 23 de setembro de 1987. Dos 6 filhos em minha família, 4 de nós servimos em missões.  

Gostei muito de servir em minha missão. Foi uma experiência maravilhosa que seria impossível substituir com qualquer experiência mundana. Enquanto servia em minha missão eu fiquei bastante familiar com o que é comumente chamado de material “anti-mórmon”. De fato, eu desenvolvi uma boa reputação no campo de missão por ter todas as respostas para qualquer questão anti-mórmon que qualquer investigador poderia nos lançar. De vez em quando eu recebia um telefonema de alguma irmã missionária na missão que precisava de uma resposta para uma pergunta que um investigador lhes havia feito. Eu não me lembro de alguma vez ter ficado perplexo com suas perguntas. Até mesmo de vez em quando eu conseguia o telefone de alguns famosos (ou infames, seja a palavra mais apropriada) anti-mórmons e os deixava perplexo dizendo-lhes que eu havia seriamente investigado o mormonismo e chegado à conclusão de que era verdadeiro e que eu iria me unir a ele. Um deles entendeu minha pequena charada, falou com meu Presidente de Missão e este me afastou. Eu recebi uma dura advertência do Presidente e me disse que eu deveria evitar todos os anti-mórmons como a peste. Eu tomei à sério seu conselho e não cheguei perto de nenhum material anti-mórmon por pelo menos 13 anos.

Ao voltar de minha missão minha jovem noiva e eu não perdemos tempo e começamos uma família e nossa primeira filha nasceu só 13 meses depois que estivéssemos casados. Nos próximos 2 anos tivemos mais 2 filhos à nossa família. Quando nossa filha mais velha fez 8 anos eu a orgulhosamente batizei e fiz o que pude para convencê-la que ela algum dia deveria servir uma missão para a igreja. Durante os anos, minha esposa e eu tivemos vários cargos na ala em que vivemos, um de meu ser favorito foi o de secretário da Sociedade de membros em Logan (Utah), na 1ª. ala.  

No outono de 2001, minha esposa e eu fomos co-professores da classe de Princípios do Evangelho em nossa ala. Tivemos uma freqüência bastante regular dos membros recentemente reativados, alguns investigadores e um par de membros que não quiseram freqüentar a classe de Doutrina do Evangelho.  

Um dia, em setembro de 2001, eu estava procurando na Internet uma fraude original de Mark Hoffman com o intento de comprá-la e pendurá-la num quadro em minha casa. Eu tinha um interesse incomum em qualquer artigo de qualquer significado histórico e Mark Hoffman certamente era uma figura interessante na história mórmon. Nos anos 80 Hoffman enganou os mais importes líderes da igreja SUD em vendê-los centenas de documentos forjados que tinham a ver com a história mórmon. Sua maior fraude foi o que hoje é conhecida como a famosa “Carta Salamandra” que Hoffman afirmava ter sido escrita por Martin Harris, testemunha do Livro de Mórmon. A carta relatava uma história do mormonismo mais oculta e estranha. Hoffman e suas falsificações só foram descobertas depois que ele matou duas pessoas em um esforço para esconder suas erradas ações. Hoffman entrará para a história como um dos maiores falsificadores que já existiram. Embora suas horríveis ações não são nada admiráveis, sua habilidade em falsificação e de enganar os melhores peritos durante anos foi um feito impressionante.  

Sendo um grande fã de história e um mórmon muito ativo, eu pensei que deveria reunir meu amor à história e à Igreja e comprar uma falsificação original de algum documento de Joseph Smith ou de Brigham Young feitos por Hoffman. Eu nem sabia que esta simples procura na Internet seria o começo do fim para mim e minha associação com a única igreja que eu conhecia.  

Minha procura na Internet não deu em nada das falsificações de Mark mas por acaso eu  me deparei com um interessante site “anti-mórmon” que contava a história das Placas de Kinderhook. Resumidamente, as Placas de Kinderhook foram falsas placas de metal que foram feitas por inimigos da igreja com a intenção de enganar Joseph Smith em 1843. Eles tiveram êxito. Joseph disse das falsas placas: “eu traduzi uma parte delas, e descobri que elas contêm a história da pessoa com quem que elas foram encontradas. Ele era um descendente de Ham, dos lombos do Faraó, o rei do Egito, e que ele recebeu seu reino do Senhor do céu e da Terra” (História da Igreja 5:372). Francamente, esta história realmente não me preocupou. Eu estava bastante familiarizado com a história das placas de Kinderhook dos meus estudos de material anti-mórmon e estava bastante familiarizado com a resposta da Igreja para esta alegação. A Igreja tinha escrito um longo artigo sobre isto na revista Ensing em agosto de 1981. Porém, havia algo estranho sobre o artigo anti-mórmon que eu não pude conceber. Eu fui online e reli cuidadosamente o artigo da Ensign de1981 e de novo o artigo anti-mórmon. Então fiquei pasmo.  

Por anos eu já conhecia a resposta oficial da igreja - a de que não havia “nenhuma evidência direta” de Joseph Smith ter traduzido as falsas placas e a citação mencionada acima atribuída a Joseph Smith na verdade foi de fato escrita por um membro da Igreja chamado William Clayton em seu diário pessoal. O artigo da Ensign de 1981 reza:

“Apesar deste relato parece ter sido escrito por Joseph Smith, de fato é um excerto de um diário de William Clayton. Foi bem conhecido bem que a série ‘A História de Joseph Smith' em grande parte consistia em artigos dos diários pessoais de outras pessoas e fontes, colecionados durante a vida de Joseph Smith e continuados depois que os Santos estiveram em Utah, então editados e compostos para formar uma história da vida do Profeta em suas próprias palavras. Não era incomum aos biógrafos do séc. XIX colocarem a narrativa na primeira pessoa quando compilavam uma obra biográfica, mesmo que o objeto da biografia não dissesse ou escrevesse de fato todas as palavras atribuídas a ele; assim a narrativa representaria um relatório fiel do que outros sentiam ser útil para publicar. O excerto do diário de Clayton foi um artigo usado deste modo. Por exemplo, as palavras ‘eu tenho traduzido’ originalmente diziam ‘o presidente J. traduziu uma parte...’  

Não se sabe de onde vieram as idéias de William Clayton. Porém, como depois será mostrado, a especulação sobre as placas e seu possível conteúdo era bastante comentada em Nauvoo quando elas apareceram. Em todo caso, esta versão alterada do extrato do diário de William Clayton foi reimpressa na Millenium Star de 15 de janeiro de 1859, e, infelizmente, foi inserida na História oficial da Igreja quando ‘A História de Joseph Smith’ foi editada em forma de livro como a História da Igreja em 1909”. (Stanley B. Kimball, "Kinderhook Plates Brought to Joseph Smith Appear to Be a Nineteenth-Century Hoax," Ensign, Aug. 1981, pp. 67-8)  

Depois de ler o site sobre as placas de Kinderhook, eu percebi que o artigo da Ensign tinha omitido completamente (e intencionalmente) o fato de que William Clayton na época era o secretário pessoal de Joseph Smith quando escreveu aquela entrada de diário. Seu assim chamado “diário” mais parecia um diário das atividades de Joseph Smith do que com as suas próprias. Fiquei um pouco desapontado de que o autor do artigo da Ensign, Stanley B. Kimball, que era professor de história na Universidade de Illinois do Sul, iria intencionalmente subestimar o papel que na ocasião William Clayton representou na vida de Joseph Smith, quando escreveu a entrada do diário em questão. Isso seria como se um historiador daqui a 100 anos tomar alguns comentários que Al Gore poderia atribuir a Bill Clinton e dizer “alguns democratas afirmam que o Presidente Clinton disse isso e aquilo mas não há nenhuma evidência direta de que o comentário foi feito de fato pelo próprio Sr. Clinton”. Não mencionar o papel de Clayton como o secretário pessoal do Profeta foi, em minha opinião, a omissão de um fato muito importante. Infelizmente, eu logo descobriria que era a regra e não a exceção para historiadores da Igreja mudarem ou simplesmente não revelar qualquer coisa que não for a favor deles.  

Usando somente fontes da Igreja eu investiguei a história das Placas de Kinderhook melhor que eu pude. Eu descobri uma evidência inegável de que Joseph Smith realmente traduziu as falsas placas de Kinderhook (coloquei esta informação online em  www.josephlied.com/What.html).  

Porém, mesmo depois de descobrir que Joseph Smith era obviamente capaz (e desejoso) de compor falsas “traduções” de coisas que ele alegou serem textos antigos, eu ainda não queria jogar meu testemunho inteiro da igreja fora da janela. Eu estava disposto a aceitar o fato de que Joseph Smith era um homem que tinha um ego que não lhe permitiria simplesmente dizer “eu não posso ler isto” quando lhe davam algo que pretensamente era um texto antigo. Afinal de contas, Joseph Smith não era perfeito. Eu me lembro de pensar “não era como se ele tivesse de fato completado a tradução das placas de Kinderhook e agora a Igreja as estava aceitando como escritura ou qualquer coisa assim”.  

Porém, a idéia de que ele era mesmo capaz de inventar uma “tradução” das falsas placas me aborrecia. Eu tinha que saber se ele havia feito isto antes com algo que nós aceitamos como escritura. Neste momento eu decidi seriamente investigar o Livro de Abraão.  

Para qualquer um que ler isto e que não está familiarizado com o Livro de Abraão, deixe-me lhe dar um breve relato desta parte em particular da escritura mórmon.  

Um homem chamado Michael Chandler estava viajando pelo leste dos Estados Unidos com cerca de uma dúzia de múmias egípcias e uns pares rolos de papiro egípcios na metade dos anos 1830, vendendo uma múmia ocasionalmente aqui e ali. Na época em que ele chegou em Kirtland, Ohio em 1835 (onde os Santos estavam estabelecidos) ele tinha quatro múmias e dois rolos de papiro. Ele cobrava uma taxa para as pessoas verem o papiro e as múmias. Foi trazido à sua atenção que um homem local (Joseph Smith) podia traduzir o papiro. Quando Joseph o viu ele afirmou que o rolo de papiro era uma história de Abraão (o mesmo Abraão do Velho Testamento) no Egito e que foi escrito pela própria mão de Abraão. Joseph alegou que o outro rolo de papiro era um relato de Joseph que foi vendido no Egito por seus irmãos e seus trabalhos no Egito. Esta foi uma grande descoberta. Vários membros da igreja juntaram dinheiro e compraram o papiro por $2,400 e Joseph procedeu em “traduzir” o papiro que continha a história de Abraão no Egito. (Veja História da Igreja Vol. 2, pp. 235, 236, 348-351 para um relato mais detalhado)  

 A “tradução” do papiro foi publicada no Times and Seasons (um jornal de Nauvoo) como o “Livro de Abraão”. Na época em que Joseph Smith “traduziu” os papiros, a habilidade para traduzir hieróglifos egípcios ainda estava em sua infância e assim não havia ninguém que tivesse formação para contestar suas afirmações. Em 1967, quando o papiro original foi encontrado em um museu de Nova Iorque e entregue para a Igreja, todos os verdadeiros egiptologistas que estudaram o papiro do Livro de Abraão chegaram à conclusão de que ele era somente um texto funerário tirado do Livro das Respirações/Livro dos Mortos. Até mesmo estudiosos mórmons concordam que “...quando se compara o texto do livro de Abraão com uma tradução do Livro das Respirações; eles não são claramente os mesmos” (Ensign, julho de 1988, pg. 51). Desde 1967 a igreja tem vindo com pelo menos 10 teorias diferentes sobre por que a tradução de Joseph não é igual a tradução verdadeira do papiro.  

A desculpa mais comum que a Igreja deu nas últimas 3 décadas é a opinião de que nós não temos todos os papiros originais com o que Joseph Smith trabalhou e é possível que a parte do papiro que Joseph traduziu o Livro de Abraão de fato ainda está perdida. Em um artigo da Ensign de julho de 1988, o empregado da BYU Michael D. Rhodes escreveu:  

O Profeta descreveu o papiro que ele usou na tradução nestas palavras: “o registro... encontrado com as múmias, é formosamente escrito em papiro, com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou pintura, em perfeita preservação” (História da Igreja, 2:348.) O papiro do Livro das Respirações não tem nenhuma escrita em tinta vermelha e está em um estado extremamente pobre de preservação. Deveria ter estado na mesma condição na época de Joseph Smith quando fragmentos dele foram colados a esmo a outro papiro totalmente sem ligação. (Michael D. Rhodes, "I Have a Question," Ensign, julho de 1988, pp.51)    

Este foi outro exemplo da Igreja omitindo intencionalmente certos detalhes para fazer os fatos se ajustarem a conclusão predeterminada de que a igreja é verdadeira. No artigo da Ensign escrito por Michael Rhodes, ele citou a descrição de Joseph Smith do papiro mas você notará que ele omitiu algo na frase “o registro... encontrado com as múmias, é formosamente escrito em papiro, com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou pintura, em perfeita preservação”. Esta frase originalmente dizia: “o registro de Abraão e José, encontrado com as múmias, é formosamente escrito em papiro, com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou pintura, em perfeita preservação”.   

O sr. Rhodes deveria saber que ao remover essas pequenas quatro palavras (“de Abraão e José”) e descrevendo a citação de Joseph Smith como a descrição do Profeta para “...o papiro que ele usou na tradução...” ele estava mudando completamente o significado original da citação de uma descrição geral de todo o papiro egípcio para só uma descrição do papiro do qual o Livro de Abraão veio. O fato é que o rolo de papiro de que Joseph Smith chamou de “Livro de Abraão” estava em um pobre estado de preservação desde o momento em que caiu nas mãos da Igreja e nunca tinha contido qualquer tinta vermelha. Porém, “...escrito em papiro, com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou pintura, em perfeita preservação” descreve perfeitamente o rolo de papiro não traduzido que foi chamado de “Livro de José”. Além disso, há uma sólida evidência de que os restos de papiro que estão atualmente em posse da Igreja atualmente são os mesmos restos de papiro que Joseph Smith afirmou ter traduzido no que é agora conhecido como o Livro de Abraão. Eu ainda estou confuso sobre por que o atual “profeta, vidente e revelador” da igreja não usa sua habilidade como um “vidente” para traduzir o papiro que claramente Joseph Smith identificou como o “Livro de Joseph”. Se de fato fosse um verdadeiro “vidente”, Gordon B. Hinckley não deveria ter nenhuma dificuldade com tal tarefa.  

Depois de ler numerosos livros que eu tinha comprado a uma livraria Deseret local e centenas de artigos que tinham sido escritos durante os últimos 30 anos em revistas da igreja por dia para durante uma semana estudando tudo o que eu poderia achar que havia sido publicado pela igreja sobre o Livro de Abraão e eu senti o estômago enrolar ao vir à inegável conclusão: a “tradução” do Livro de Abraão foi uma grande fraude, assim como a “tradução” parcial de Smith das placas de Kinderhook. A única diferença entre os dois era o fato de que os papiros egípcios eram verdadeiramente antigos. Eram, porém, de 2000 anos mais recentes para terem sido “escritos pela mão de Abraão”, sendo somente um texto funerário pagão.  

Esta notícia foi devastadora para mim. Eu nunca tinha estado mais deprimido em minha vida. Eu pensei brevemente na possibilidade de manter minha nova descoberta só para mim. O pensamento de falar para minha esposa que eu tinha descoberto que Joseph Smith era uma fraude me fez querer chorar. Francamente, meu medo maior era que ela se divorciaria de mim e permaneceria na Igreja. Afinal de contas, se ela recusasse escutar ao que eu havia encontrado ela nunca aceitaria a verdade e, com um marido apóstata ao seu lado, ela nunca seria aceita no Reino Celestial. Se ela se divorciasse de mim ela ainda era jovem o bastante para encontrar um homem digno que acreditasse que a igreja era verdadeira para segurar sua mão e conduzi-la à divindade.  

Porém, eu sabia que o Senhor nos tinha advertido sobre o que aconteceria aos seguidores de falsos profetas. Ele deixou claro que, “lhes sobrevirá uma rápida destruição” (IIPd. 2.1). Eu decidi contar para minha esposa as minhas crescentes suspeitas de que a igreja não era verdadeira.  

No outro dia, quando minha esposa e eu estávamos nos dirigindo ao centro da cidade, eu joguei minha “bomba”. “O que você diria se eu lhe contasse que eu creio que Joseph Smith foi um mentiroso patológico e a igreja não é verdadeira?” Eu segurei minha respiração e esperei pela resposta dela. Ela respondeu: “Por que você diria isso? Você está me assustando”, com lágrimas em seus olhos. Eu lhe expliquei o que eu tinha descoberto tão rapidamente quanto eu pude antes que ela gritasse comigo e me pedisse para me calar e deixar de lhe contar minhas mentiras. Quando voltamos para casa eu lhe mostrei alguns dos problemas que eu tinha encontrado sobre o Livro de Abraão e as traduções das placas de Kinderhook. Eu também lhe mostrei algumas outras discrepâncias que eu tinha encontrado na história de Igreja que não faziam sentido.

Um das coisas que eu achei mais perturbadoras era o fato de que Brigham Young e outros líderes da igreja obviamente não tinham estado familiarizados com a história da “Primeira Visão” como a temos agora. Do que eu li do princípio ao fim na História da Igreja e o Diário de Discursos eu tinha achado numerosas citações dos amigos e membros de família de Joseph Smith que deixou dolorosamente óbvio que a crença de que Joseph Smith viu Deus e Cristo pela primavera de 1820 era uma doutrina que era totalmente desconhecida a todo mórmon até 1890 (veja www.josephlied.com/list.html para as numerosas citações sobre isto).  

Eu descobri depois que uma vasta maioria das coisas que eu estava “descobrindo” tinha sido achada e revelada muitos anos antes por aqueles que tinham descoberto a verdade sobre a igreja antes de mim. Porém, eu estava determinado a não usar nenhuma fonte anti-mórmon para minha informação porque eu não quis que os “fatos” fossem distorcidos por aqueles que têm uma crítica com a igreja. Eu não sabia na época que era a igreja que distorcia os fatos para que lhe fossem favoráveis.    

Havia um pequeno “fato” que eu estava intencionalmente mantendo oculto de minha esposa porque eu pensava que era muito bom para ser verdade e se eu contasse para qualquer um sobre isto, mesmo para ela, eu poderia “trazer má sorte” sobre este fato e ele deixaria de existir. No entanto, para explicar isto, eu tenho que divagar um pouco.  

Há pouco mais de 2 anos, aos 31 anos, eu notei um leve tremor no dedo mínimo em minha mão direita. Durante alguns meses eu notei que este tremor lentamente se espalhou aos outros dedos de minha mão direita e, depois, causou um tremor em toda a minha mão direita. Eu notei que isto só acontecia quando minha mão direita estava parada e eu também notei que com um pouco esforço eu poderia pará-la de tremer por breves períodos de tempo se eu pensasse nisto ou usasse minha mão. Eu tive outros sintomas estranhos que tinham recentemente começado a me aborrecer, especificamente dificuldade de equilíbrio e rigidez em algumas de minhas articulações. 

Eu fui para o médico de nossa família que tinha suas suspeitas sobre o que poderia ser e ele me enviou a um neurologista. O neurologista foi um pouco seco e disse: “eu suspeito que você ou tem mal de Parkinson ou um tumor no cérebro. Reze para um tumor no cérebro”.  

Ele me falou que pelo menos alguns tumores no cérebro podem ser operados e “curados” mas o mal de Parkinson não tem cura. Ele fica cada vez pior. Depois de um raio X ou uma tomografia de ressonância magnética (francamente eu não sei a diferença entre os dois) ele descartou um tumor no cérebro e imediatamente me receitou um medicamento (Mirapex) para ajudar a mascarar os sintomas de Parkinson. Lembre-se, não era uma cura, só um paliativo (por assim dizer).  

Eu tomava este medicamento 3 vezes por dia durante alguns anos e me aliviou quase completamente dos tremores mas eu ainda tinhao equilíbrio muito ruim.  

Na manhã de 4 de outubro de 2001 eu estava quase uma semana em minha séria investigação da igreja. Àquele ponto em minha vida estava orando CONSTANTEMENTE (por medo de perder uma resposta para minhas orações se eu não fosse uma “pessoa de oração”), esperando para algum tipo de uma resposta do céu se a igreja era verdadeira ou não. Eu estava tendo SÉRIAS dúvidas sobre a validade das alegações de Joseph Smith e estava me sentindo bastante culpado por estes sentimentos, especialmente já que minha esposa e eu estávamos ensinando vários investigadores nas classes de Princípios do Evangelho todos os domingos. Eu não queria (ou esperava) uma “pequena voz” para responder minhas constantes orações, mas sim para uma PODEROSA VOZ dos céus dizendo: “MIKE, SEUS PIORES MEDOS SÃO VERDADEIROS! JOSEPH SMITH FOI UMA FRAUDE “ou, melhor ainda, uma voz muito alta me dizendo que meus medos não eram verdadeiros e que a igreja era realmente a verdadeira igreja na Terra. Ao contrário das respostas para minhas orações que eu tinha recebido ao longo de minha vida sobre o mormonismo, eu quis que a resposta às minhas orações desta vez fosse tão inegável que não haveria NENHUMA DÚVIDA de que era Deus e não só os desejos de meu coração.  

Em resumo, eu queria um milagre. E apesar de ter sido ensinado no templo de que esta “era uma geração má e perversa que procurava um sinal”, eu queria um sinal.  

Assim, ao tomar banho na manhã de 4 de outubro, eu estava fazendo uma oração. Eu orei tão sinceramente quanto eu pude: “por favor, Pai, eu creio que a igreja NÃO É verdadeira e eu quero saber se minhas suspeitas estão corretas”.    

Quando eu saí do chuveiro eu olhei para ver se de fato as palavras “VOCÊ TEM RAZÃO” estavam escritas no espelho embaçado. Não estavam. Oh! Como eu queria uma resposta que não vinha de meu coração, mas de Deus. Eu sabia que meu coração queria que minha cabeça estivesse errada. Eu QUERIA que a igreja fosse verdadeira.  

Aquele foi um dia monótono e ao me deitar à noite eu percebi que eu não tinha tomado meu Mirapex todo aquele dia. Foi a primeira vez em 2 anos em que eu não o tomava por um dia. Considerando o fato de que eu também não tive um único tremor em minha mão naquele dia, isto foi bem incomum. Eu fui para cama sabendo que no dia seguinte a minhas articulações doloridas e mão trêmula estariam implorando por meu Mirapex (eu tinha suspeitado que o “Mira” do nome Mirapex em inglês significava “milagre”. Era realmente um remédio maravilhoso para mim).  

Veio o dia 5 de outubro e foi sem qualquer medicamento e, mais importante, sem nenhuma necessidade para qualquer medicamento.  

E assim o 6º dia, o 7º, o 8º, o 9º, e o 10º.  

Eu tinha ido uma semana inteira sem qualquer medicamento e sem um único tremor e não tive nenhum problema com meu equilíbrio. Vários dias depois que eu lhe contei que eu pensava que Joseph Smith era um mentiroso patológico falei para minha esposa que havia se passado quase duas semanas desde que eu tinha parado com minha medicação e eu não estava mostrando qualquer sinal da doença de Parkinson. Ela recusou-se a acreditar. Ela me fez levantar no meio do quarto com meus olhos fechados para ver se eu me caía (se fosse antes certamente eu cairia). Inclusive eu fiquei em pé com uma perna só com meus olhos fechados. Eu lhe disse: “estou lhe dizendo, já passou”.  

Isso foi a mais de dois anos. Eu tenho equilíbrio perfeito, e eu não tive um tremor em minha mão (ou em qualquer outro lugar) desde 3 de outubro do ano passado. Um ano atrás o maior medo em minha vida seria se eu não poderia jogar beisebol com meu filho até que ele fosse adolescente. Jogar beisebol com os netos certamente estava fora de questão. Para aqueles de vocês que não sabem, o mal de Parkinson simplesmente “não tem perdão”. É uma doença progressiva que simplesmente fica cada vez pior com o passar do tempo. Eu quase nunca uso a palavra “curado” quando falo sobre minha doença de Parkinson. Eu simplesmente digo que “eu não a tenho mais”. Eu estou bem ciente do fato que pode voltar algum dia. Talvez amanhã. Talvez nunca. Mas, eu sei disto: um homem que viveu 2000 anos atrás ressuscitou dos mortos. Ele tinha estado morto o bastante para que seu corpo começasse a feder. Se isso não foi um milagre eu não sei o que é. Em 4 de outubro de 2001 eu acredito que o mesmo homem que ressuscitou dos mortos libertou meu corpo de uma doença que nenhum homem na Terra poderia curar. Ele respondeu as orações de meu coração. Eu pedi uma resposta a uma oração e eu consegui um milagre.  

Embora eu tivesse recebido uma resposta que satisfez meu coração, eu ainda procurei cada vez mais informação para satisfazer minha cabeça. Mas 30 anos de mormonismo não se vão em apenas algumas semanas. Eu continuei descobrindo coisas sobre Joseph Smith e a história da igreja que eu nunca tinha sabido ou ouvido antes.  

Eu descobri sobre a prática de Joseph Smith de tomar mulheres para suas esposas que já estavam casadas com outros homens (i.e., Lucinda Pendleton em 1838, enquanto ela estava casada com George Harris e Zina Jacobs em 1841, enquanto ela estava casada com Henry Jacobs). De fato, 9 das primeiras 12 esposas de Joseph já eram casadas com outros homens quando ele as levou. Seis dessas já estavam casadas com homens mórmons. Isso sem mencionar o matrimônio de Joseph com suas filhas adotivas de 14 e 16 anos. Ao que consta, todos esses casamentos (34 ao menos, considerando com sua esposa Emma) foram completamente consumados.  

Eu descobri que (de acordo com o Livro de Mórmon e líderes “inspirados” da igreja) houve mais de 2.300.000 de mortes no monte Cumorah no Estado de Nova Iorque (entre os jareditas {veja Éter 15:2} e os nefitas e lamanitas {veja Mórmon 6:10-15}) e mesmo assim não há nenhum rastro de evidência arqueológica para apoiar esta crença embora se supõe que ali foram usadas pesadas peças de metal, como peitorais e capacetes www.josephlied.com/Cumorah.html para mais informação).  

Eu descobri que a igreja ensinou de 1835 a 1921 que Deus era um espírito e não tinha um corpo físico. Na quinta Lição de Fé (as Lições de Fé eram parte da D&C de 1835 até 1921 e são, de fato, de onde nós temos a parte da “doutrina” da “Doutrina e Convênios”) Joseph Smith ensinou que Deus era um “personagem de espírito” e Cristo era um “personagem de tabernáculo” e o Espírito Santo era a mente que o Pai e o Filho compartilhavam. Isto não foi só uma opinião mas era a doutrina da igreja de 1835 até 1921. Em 1921 as Lições de Fé foram removidas da Doutrina e Convênios e adicionada a seção 130, mudando oficialmente a natureza de Deus de “um personagem de espírito” para um que “tem um corpo de carne e osso”.    

Eu descobri que a igreja mudou a identidade do anjo (de Néfi para Moroni) que alegadamente deu as placas de ouro a Joseph Smith mais de 50 anos depois que isto supostamente aconteceu (veja www.josephlied.com/Nephi.html para mais informação).  

Eu descobri que a relação do crescimento populacional dada no Livro de Mórmon foi 50 vezes maior no resto do mundo no mesmo período de tempo. Isso significa que de cada dez bebês que sobreviveram ao nascimento no Velho Mundo, nós temos que acreditar que 500 sobreviveram no continente americano (veja www.josephlied.com/population.html para mais informação).  

A lista de problemas principais com a doutrina e ensinos da igreja só foi aumentando. Minha esposa ainda teve algumas pequenas dúvidas nesta época mas estava 99% certa de que a igreja não era verdadeira. Depois eu fui para nosso bispo com uma lista de 29 sérias preocupações que minha esposa e eu tínhamos com a doutrina de igreja e lhe disse que nós não poderíamos continuar ensinando a classe de Princípios do Evangelho quando estávamos tendo uma grande dificuldade em crer em tudo aquilo. Ele me falou que acharia uma substituição para nós “assim que possível”. Eu lhe enfatizei que nós tínhamos ensinado nossa última lição e se nós ensinássemos a classe novamente tomaríamos a liberdade de ensinar o que nós realmente sabíamos sobre a doutrina da igreja.  

Ele nos substituiu imediatamente.  

Por volta do fim de novembro eu falei com minha mãe no telefone dizendo que minha esposa e eu estávamos a ponto de deixar a igreja. Ela ficou claramente chateada por esta notícia. Ela me implorou para que conversássemos sobre nossas questões com meu tio que era professor na BYU. Disse-lhe que ficaria de falar com ele e sinceramente esperava que ele pudesse responder nossas perguntas e terminar com nossas dúvidas. Nós queríamos que a igreja fosse verdadeira.    

Eu me correspondi várias vezes com meu tio e suas respostas no mínimo foram idiotas e insultantes. Ele repetidamente insinuou que nosso “desejo” para a igreja ser falsa foram o resultado de algumas “questões morais” em nossas vidas. Queríamos desesperadamente que a igreja fosse verdadeira e ele estava nos dizendo que queríamos que fosse falsa para que pudesse justificar nosso comportamento imoral, o que quer que isso fosse. Depois eu descobri que essa forma de tratamento é o que se dá aos “mórmons apóstatas”. 

Quando eu compartilhei os conteúdos do e-mail de meu tio com minha mãe mórmon, ela ficou furiosa. Ela escreveu pessoalmente a meu tio e lhe disse que estávamos sinceramente buscando ajuda e ele desconsiderou nossa sinceridade e nos atacou com falsas alegações de alguma “falta moral” oculta.  

Minha mãe me disse para obviamente ignorar meu tio idiota e falar com outro tio que poderia poder responder nossas sinceras dúvidas e questões com algumas boas respostas sólidas.  

Quando eu falei com aquele tio eu compartilhei os detalhes da conversa telefônica com minha mãe e que ela ficou grandemente desapontada com suas “respostas”. Embora ele fosse muito simpático e sincero, ele estava impossibilitado de dar qualquer resposta razoável ou racional a nossa crescente lista de problemas sobre as alegações de Joseph Smith.  

3 meses depois que falei com minha mãe de 69 anos que nós estávamos deixando a igreja, ela chegou à dolorosa decisão de que a igreja simplesmente não era verdadeira. Ela escreveu em um e-mail,  

Planejo dizer algo a meu professor visitante esta semana. Quando eu lhe disser tudo isto se espalhará rapidamente em nossa ala e eu sei que eu estarei tendo notícias de algumas mesmas pessoas desapontadas. Tudo bem. Eles podem ficar desapontados o quanto quiserem ...Eu não sei quando eu me senti mais perto do Senhor e nada do que eles disserem poderá mudar isso. Obrigado, Mike. Se não fosse por você eu ainda estaria na escuridão.   

Logo após aquele e-mail de minha mãe, ela pediu para ter seu nome removido dos registros da igreja. Submetemos nosso pedido em 6 de janeiro de 2002. Foi no Jejum de domingo. Antes de fazer nossa saída “oficial” da igreja eu fui para a igreja mórmon uma última vez e falei meu testemunho. Eu não disse que a igreja não era verdadeira ou qualquer coisa assim. Eu simplesmente me levantei e compartilhei uma pequena história agradável que foi apropriada para a época de férias e, para concluir, eu disse:  

Irmãos e irmãs, todos nós já ouvimos a frase “Jesus é a razão para a razão”. Bem, eu tenho notícias para vocês. Jesus é a razão para tudo. O Salvador disse que “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Nós precisamos pensar nele todo o tempo e não só ‘durante uma época’. Esta época pode ser difícil para seguir o Salvador. Eu sei que um dos títulos do Senhor é 'Príncipe da Paz’. Não estou certo de onde veio ou quem exatamente disse isso mas deixe-me lê-los uma interessante escritura que eu achei no livro de Mateus: ‘Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á. (10.34-39) Eu sei que Jesus Cristo é nosso Senhor e Salvador, nosso Redentor e nosso Deus e é minha oração que todos nos lembremos disso pelo ano inteiro. Eu testemunho estas coisas para vocês no nome de nosso Salvador, Jesus Cristo. Amém.  

Não tenho nenhuma dúvida de que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é completa e totalmente falsa. Não tenho nenhuma dúvida de que Joseph Smith foi de quem o Salvador falou há 2000 anos quando disse “pois surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas e farão grandes sinais e maravilhas; enganarão a muitos. Se possível, até os escolhidos”. (Mt. 24.24)    

Hoje eu tenho um grande desejo de compartilhar a verdade sobre o mormonismo com tantas pessoas quanto possível. É por isso que eu fundei meu site www.josephlied.com. Eu até mesmo tentei ter um outdoor na Interestadual 15 com a frase “quer a verdade? Acesse JosephLied.com” mas eu não pude encontrar uma companhia de outdoor que o colocasse. Ainda.  

Sinceramente,  

 Mike Norton  

 

  

 

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