Da redação do New York Times
Tradução: Emerson de Oliveira
Thelma Geer, carinhosamente chamada de “Granny”, foi criada na igreja
mórmon. Desde menina seu alvo era casar-se e, após a morte, tornar-se
uma rainha celestial eternamente unida a seu marido terrestre,
produzindo juntos, numa ampla mansão, bebês espirituais”. Em seu livro
Por que abandonei o mormonismo, ela relata a sua própria história,
inclusive como se converteu a Jesus Cristo, e examina, à luz da Bíblia,
algumas das suas antigas crenças, como estas:
Jesus Cristo foi polígamo
Os seres humanos podem chegar a ser deuses
Deus o Pai foi Adão e também o esposo de Maria
O Espírito Santo é um homem
Jesus Cristo e Lúcifer foram irmãos
Não, aquele ministro batista não se dirigia a mim – eu era mórmon. Mas
Deus falava comigo. Mesmo sendo um dos “Santos dos Últimos Dias”, eu
ainda era uma pecadora necessitada de salvação. Foi por minha causa que
`Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para
que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna... Quem nele
crê não é julgado; mas quem não crê já está julgado, porquanto não crê
no nome do Unigênito do Filho de Deus (João 3.16, 18)´
Quando o missionário rogou: “Oh, por que você não aceitaria meu Jesus?”,
Deus falou ao meu coração e disse: “Por que você não aceita o meu Filho?
Ele morreu pelos mórmons tanto quanto pelos batistas”.
Então entendi que, mesmo sendo um dos SUD, tinha de depositar todo o meu
ser em Jesus. Com prazer entreguei-me a ele, com os olhos tão
arregalados de admiração que não pude nem fecha-los nem curvar a cabeça.
Sentia-me feliz por saber que Deus e Jesus amavam tanto a mim. Meu
coração palpitava em êxtase e se condoia em vergonha e arrependimento
enquanto buscava perdão por ter desconsiderado a Cristo.
Agradeci-lhe o ter continuado a me amar, pois, na verdade, eu nunca o
amara nem o cultuara. Agora sabia que Jesus voluntariamente havia
deixado os céus e vindo à terra a fim de ser fazer pecado, movido de
amor e preocupação para comigo. Ele não veio em busca de exaltação e
divindade para si próprio, como sempre me levaram a crer. Jesus já era
Deus. Deus Filho veio buscar e salvar a mim, um dos SUD.
Agora eu sabia que era pecadora e não santa, não uma criança gerada por
pais celestiais, mas por pecadores indignos a quem Deus “amou de tal
maneira”. Eu o sabia porque ali na santa Palavra de Deus, e porque Deus
Espírito Santo trouxe esse conhecimento incontestável de pecado ao meu
coração. Pedi a Jesus que me perdoasse por não tê-lo amado enquanto ele
me amou ao ponto de morrer por mim. Cristo, que não conheceu pecado,
deixou sua glória nos céus para ser “feito pecado por nós para que nele
fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21). Eu agradeci a ele por
tomar meu lugar na cruz e prometi assumir minha posição como cristã, e a
partir daí trabalhar para que outros mórmons pudessem dar a Jesus o
primeiro lugar em seu coração e em suas vidas.
Agora não canto mais hinos sobre Joseph Smith, pois desde que recebi
Jesus como meu Salvador pessoal, não preciso mais do “profeta” Joseph
Smith. Agora canto a respeito de Jesus. Eu o louvo por tê-lo recebido
como meu Salvador e Senhor, por ele ter-me dado novo coração, nova vida
e novo propósito. Eu exulto quando canto meu novo cântico de louvor ao
nosso Deus e proclamo essa promessa sem igual” (Thelma `Granny´Geer,
“Por Que Abandonei o Mormonisno”, Editora Vida, 1991, p. 31-32).
É impressionante como a ex-mórmon relata sua conversão. Transmite a
situação de uma pessoa que se achava em trevas, sem direção, e conseguiu
encontrar a luz. Na verdade, ela rompeu uma barreira difícil. Saiu da
clausura. Sua alma estava sedenta: “Quem tem sede, venha a mim e beba”,
disse Jesus. Ela buscou matar sua sede na fonte certa; bateu à porta
certa, e ficou saciada. É admirável e emocionante como ela descreve a
sua alegria tão logo encontra a verdade.
O testemunho de Thelma Geer não difere do de tantos outros que
conseguiram se livrar das algemas invisíveis. Ficamos a imaginar como um
grupo religioso consegue tantos seguidores com doutrinas desse tipo:
Jesus é irmão de Lúcifer; Jesus teve várias mulheres; os homens serão
deuses. A blasfêmia contra o Filho, o Deus encarnado, é patente em
muitas seitas. O objetivo é denegrir a pessoa imaculada do Senhor Jesus,
negar-lhe a divindade e a morte expiatória e redentora.
Joseph Smith morreu e seus ossos estão em algum lugar. Jesus morreu, mas
ressuscitou. Seu sepulcro está vazio. Eis a grande diferença entre o
Cristianismo e as demais religiões.
2407.06
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